A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) está constituindo um grande problema de saúde em nações industrializadas devido à prevalência e associação com o aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Estudos mais recentes demonstram uma prevalência de 26% da população adulta brasileira com elevado índice de pressão arterial. Os segmentos sociais mais pobres possuem maior prevalência a hipertensão arterial e também de complicações como acidente vascular cerebral (AVC). Para se ter uma idéia dos números envolvendo a HAS, em 2003 as mortes por doença vascular foram de 27,4% de todos os óbitos. Está 40% envolvida em mortes por doença cerebrovascular e em 25% das mortes por doença coronariana. Em 2005 foram 1.180.184 internações relacionadas com a doença cardiovascular, com um custo global superior a U$ 575.000.000.00 (quinhentos e setenta e cinco milhões de dólares).
Os níveis de pressão sanguínea estão relacionados ao risco de eventos coronarianos (infarto do miocárdio) e de acidente vascular cerebral (AVC). Porém, determinados fatores contribuem para seu aparecimento, tal como: obesidade, tabagismo, inatividade física, diabetes mellitus, histórico familiar de doença cardiovascular, idade de risco, LDL colesterol aumentado e HDL colesterol diminuido, etc.
A meta da terapia anti-hipertensiva é reduzir os riscos de morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares. O tratamento de pacientes hipertensos deve se basear não apenas nos valores da pressão arterial, mas também na presença dos fatores de risco, citados no parágrafo acima. Habitualmente o tratamento da HAS se inicia por medidas não farmacológicas que incluem a redução de peso; moderada restrição de sódio na dieta; aumento da ingestão de frutas, vegetais e alimentos derivados do leite e redução no consumo de gordura; evitar excesso de álcool; praticar exercícios físicos regularmente e parar de fumar.
O tratamento farmacológico é necessário quando as medidas não farmacológicas não são suficientes para o controle da pressão arterial. São usadas drogas com resultados benéficos para o controle da HAS e prevenção das complicações cardiovasculares. Dentre eles destaca-se principalmente o diurético tiazídico, com melhor resposta anti-hipertensiva.
Atingir níveis de normalidade da pressão arterial é o principal objetivo de tratamento desta patologia. A união da qualidade de vida com o tratamento medicamentoso vem comprovando a diminuição das complicações cardiovasculares, como o AVC, os eventos coronarianos e a insuficiência cardíaca.
Nível da Pressão Arterial | Classificação |
< 120 sistólica e < 80 diastólica | Ideal |
< 130 sistólica e < 85 diastólica | Normal |
130~139 sistólica ou 86~89 diastólica | Normal-alta |
140~159 sistólica ou 90~99 diastólica | Hipertensão Estágio 1 |
160~179 sistólica ou 100~109 diastólica | Hipertensão Estágio 2 |
> 110 diastólica ou > 180 sistólica | Hipertensão Estágio 3 |
Diastólica normal com sistólica > 140 | Hipertensão Sistólica Isolada |
A HAS é diagnosticada em adultos, quando se detecta médias de duas ou mais mensurações de pressão arterial, onde pelo menos duas ocasiões distintas a pressão arterial sistólica está igual/maior que 140mmHg e a diastólica igual/maior que 90mmHg. O quadro abaixo classifica os níveis de pressão arterial, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia:
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